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Colheita da safrinha se aproxima do fim no Brasil; Paraná se destaca

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A colheita do milho de segunda safra 2024/25 entrou na reta final no Brasil e alcançava 98,3% da área plantada até 7 de setembro, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O resultado está um pouco atrasado em relação ao mesmo período do ano passado, quando os trabalhos já haviam sido concluídos, mas segue à frente da média dos últimos cinco anos.

No Paraná, segundo maior produtor nacional, a colheita avançava sobre 96% da área cultivada até o dia 8, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral). A produtividade ficou, em geral, dentro ou acima do esperado, embora lavouras afetadas por geadas e plantio tardio tenham registrado desempenho abaixo da média. Entre os talhões ainda em campo, 44% estavam em boas condições, 33% em situação intermediária e 23% em condição ruim.

O avanço da safrinha ocorre em paralelo ao início do plantio da safra de verão 2025/26. No Paraná, 24% da área prevista já foi semeada, aproveitando a umidade do solo após as chuvas recentes. Já a colheita do trigo no Estado alcançou 12% da área, com a maioria das lavouras em boa condição, embora regiões atingidas por geadas indiquem perdas localizadas.

No cenário nacional, a Conab informou que Goiás, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul também estão finalizando os trabalhos de colheita do milho. Mato Grosso, principal produtor do cereal, já encerrou os trabalhos. A colheita do algodão, por sua vez, soma 86,9% da área nacional, enquanto o trigo tem 11,1% da área colhida, com destaque novamente para o Paraná, único Estado a iniciar os trabalhos de campo.

Fonte: Pensar Agro

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Agro mantém quase um terço do PIB e reforça peso estrutural na economia

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O Dia do Agronegócio, celebrado em 25 de fevereiro, ocorre sob um dado que sintetiza a centralidade do setor na economia brasileira: em 2025, a cadeia agroindustrial respondeu por 29,4% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil. A cada R$ 3,40 gerados no País, R$ 1 teve origem direta ou indireta no campo.

O número consolida uma tendência de expansão do peso relativo do agro no PIB ao longo dos últimos anos, impulsionada por produtividade, demanda externa e valorização de commodities. Ao mesmo tempo, reacende o debate sobre a crescente dependência brasileira de cadeias primárias e da dinâmica internacional de preços.

A produção de grãos alcançou 354,7 milhões de toneladas na safra mais recente, novo recorde histórico. O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária somou R$ 1,409 trilhão, conforme dados da Secretaria de Política Agrícola. Desse total, R$ 965 bilhões vieram das lavouras, enquanto a pecuária respondeu por R$ 444 bilhões, favorecida pela recuperação das cotações externas.

O desempenho reforça o papel do setor na sustentação da balança comercial. O Brasil lidera exportações globais de soja, açúcar e café e ocupa posições de destaque nas vendas externas de milho, carne bovina e frango. A força do agro tem sido determinante para compensar déficits em outros segmentos da economia.

Mas o avanço também revela concentração. A pauta exportadora brasileira permanece fortemente ancorada em commodities agrícolas e minerais, com menor participação de produtos industrializados de maior valor agregado. Economistas apontam que, embora o agro seja altamente competitivo e tecnologicamente sofisticado, sua predominância no PIB reflete, em parte, a perda relativa de dinamismo da indústria de transformação.

A cadeia agroindustrial vai além da produção primária. Envolve fabricantes de fertilizantes e defensivos, indústria de máquinas agrícolas, transporte rodoviário e ferroviário, armazenagem, processamento e comercialização. Esse encadeamento explica por que o impacto do setor se espalha por praticamente todas as regiões do País, influenciando emprego, renda e arrecadação.

No campo, a transformação tecnológica alterou o perfil produtivo. Agricultura de precisão, integração lavoura-pecuária-floresta, biotecnologia e sistemas digitais de gestão elevaram a produtividade por hectare e reduziram custos operacionais. A expansão recente ocorreu majoritariamente via ganho de eficiência, e não apenas por abertura de novas áreas.

O desafio agora é manter competitividade em ambiente mais complexo. Eventos climáticos extremos, pressão por rastreabilidade ambiental, exigências sanitárias crescentes e volatilidade cambial adicionam incerteza ao planejamento do produtor. A dependência brasileira de importação de fertilizantes e defensivos também permanece como ponto sensível da equação.

A noção moderna de agronegócio — como cadeia integrada que conecta insumos, produção, processamento e distribuição — foi formulada nos anos 1950 pelos economistas Ray Goldberg e John H. Davis, da Universidade Harvard. O conceito ajuda a explicar por que o desempenho do campo hoje não pode ser analisado isoladamente, mas como parte de uma estrutura econômica mais ampla.

Ao atingir quase um terço do PIB, o agro consolida posição estratégica. A questão que se impõe não é mais sobre sua relevância, mas sobre como o País equilibrará essa força com diversificação produtiva, agregação de valor e estabilidade de longo prazo.

Fonte: Pensar Agro

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