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Encenação reproduziu acidente com veículo ciclo-elétrico

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Felizmente, foi só uma encenação. Mas poderia ser real. Quem passou nesta quinta-feira, 05 de janeiro, no cruzamento entre a Avenida Blumenau e Perimetral Sudoeste, viu uma cena chocante: o retrato de um acidente de trânsito envolvendo dois adolescentes usando um veículo ciclo-elétrico, popularmente conhecido como bicicleta elétrica.

No local o cenário estava completo: vítimas com trauma cranioencefálico, fraturas expostas, aparato completo do 5.º Batalhão de Bombeiros Militar, da Guarda Municipal de Trânsito, imprensa e o retrato da dor estampada no rosto dos atores que integraram o cenário.

A encenação, infelizmente, teve como roteiro um acidente real ocorrido em 2025 em que duas adolescentes que transitavam com uma bicicleta elétrica sofreram – ambas- trauma cranioencefálico e fraturas expostas. A situação real exigiu agilidade dos bombeiros para salvar vidas. Essa foi uma das 1.382 chamadas envolvendo acidentes de trânsito registradas pelos bombeiros em 2025. No geral atendemos 1.602 vítimas de acidentes de trânsito em 2025 e, infelizmente, registramos 59 óbitos nessas situações específicas”, explica o comandante do 5.º BM, major Leandro Cuiabano Kunze, um dos responsáveis pelo simulado.

Do total de registros 1.382 situações foram de acidentes de trânsito e, dentre os acidentes, 109 situações envolveram bicicletas no geral, a maioria das situações com o uso de bicicletas elétricas conduzidas por adolescentes. “No geral atendemos 1.602 vítimas de acidentes de trânsito em 2025 e, infelizmente, registramos 59 óbitos nessas situações específicas”, aponta.

“Nosso objetivo é de sensibilizar cada vez mais as pessoas sobre a importância de adotar medidas simples para evitar cenas como esta, porque sim, elas são totalmente evitáveis”, pontua o comandante do 5.º BM.

Caso a situação encenada fosse real, não haveria como retroceder alguns minutos e impedir a tragédia. Contudo, existem maneiras de evitar que cenas assim façam parte do cenário do trânsito. “Velocidade controlada, respeito à sinalização e muita, muita prudência”, ensina o secretário municipal de Segurança Pública, Trânsito e Defesa Civil (Semsep), o coronel da reserva da PM, Adriano Denardi.

A ação, pontua Denardi, também tem como foco o alerta aos pais: é preciso orientar os filhos quanto ao uso de veículos ciclomotores e elétricos. “Observamos que aumentou muito o uso desses veículos pela comodidade do próprio adolescente poder conduzir. Contudo, essa condução precisa ser orientada”, diz. “Nossa meta é intensificar ainda mais o trabalho que já vínhamos fazendo junto aos condutores e aos pais também, porque muitas vezes os condutores são menores de idade como no caso de bicicletas, patinetes e skates elétricos”, salienta. O secretário lembra ainda que desde janeiro de 2026 é necessário observar algumas regras: se o veículo ciclomotor for acima de 1000 watts é preciso ter carteira de habilitação e emplacamento para circulação.

“Esperamos que este simulado sensibilize o coração das pessoas, despertando comportamentos mais adequados no trânsito”, diz o capitão BM Thiago Reis. O capitão frisa que além do simulado, as ações desenvolvidas em conjunto pelo 5.º Batalhão e a Semsep integram também abordagens e blitz educativas nos pontos de maior circulação da cidade.

Para inserir esta dose extra de empatia por meio da sensibilização chocante, a organização do simulado contou com o talento e a entrega dos atores que integram o grupo de teatro Thespis, dirigido pelo também ator Ney Miguins.

Veículos ciclomotores

De acordo com a Resolução 966/2023 para conduzir um ciclomotor o condutor precisa ter Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de categoria A, ou permissão específica para esse tipo de veículo (ACC). Já condutores de bicicletas normais e elétricas, skates e patinetes não necessitam de qualquer tipo de documentação.

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Com apoio da Prefeitura, alunos do IFMT podem realizar o sonho de continuar os estudos

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Para facilitar o acesso de alunos dos cursos noturnos, Linha 100 está rodando até as 22h30

“O Município não tem obrigação legal de ofertar o transporte gratuito para os alunos do IFMT e nós ficamos muito felizes quando encontramos uma gestão sensível e que entende a importância da educação para a transformação de vidas e para o desenvolvimento de qualquer cidade e esta gestão apoia, incentiva e investe na educação garantindo o transporte público”. A fala é da diretora geral do campus de Sorriso do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), Zaryf Araji Dahrough Pacheco.

Desde segunda-feira (23 de fevereiro), a Linha 100 passou a trabalhar em horário estendido, até as 22h30. Normalmente, o transporte coletivo municipal faz o último “giro” às 20h, mas a exceção aberta ao IFMT tem garantido para muita gente a oportunidade de continuar os estudos.

Neste ano, depois do processo de atualização do plano de desenvolvimento institucional do IFMT, a unidade passou a oferecer o primeiro curso de Licenciatura, em Pedagogia. O curso de Agronomia, que era diurno, também segue sendo ofertado no período noturno. Outra alteração foi a oferta da Educação de Jovens e Adultos (EJA) em Meio Ambiente.

“Alguns alunos nos procuraram para avisar que poderiam abandonar o curso, pois estava ficando muito caro voltar para casa de transporte por aplicativo”, contextualiza a diretora, lembrando que a disponibilização do transporte gratuito à noite garantiu a continuidade dos estudos.

Além de viabilizar o transporte público noturno, o transporte público diurno também está sendo facilitado ao IFMT. A Prefeitura, pela ação integrada entre a Secretaria de Infraestrutura, Transporte e Saneamento (Sintra) e a Secretaria de Educação (Semed), está disponibilizando reforço para o transporte escolar, de forma a atender escolas estaduais.

Nesta quinta-feira, um ônibus já saiu do Santa Maria coletando – e entregando – alunos das escolas José Domingos Fraga e 13 de Maio. Se for necessário, poderá ser criada ainda mais uma linha.

“Desta maneira, naturalmente, os alunos das estaduais que hoje são transportados no coletivo, passarão a ser transportados nos veículos do transporte escolar”, explica o titular da Sintra, Milton Geller.

“Sabemos o quanto o ‘ir e vir’ pra casa também influencia no processo de ensino-aprendizagem e estamos focados em melhorar o transporte escolar e, sempre que possível, garantir que nossos alunos possam estudar perto de casa”, complementa a secretária de Educação, Adriana Reichert Palu.

Sobre o coletivo

A gratuidade do transporte coletivo foi efetivada por meio da lei 3.677, sancionada no dia 29 de abril. A iniciativa está sendo adotada como um teste, para avaliar a adesão da população à utilização do ônibus em sua rotina, e, futuramente, permitir a concessão do serviço.

Por mês, a Prefeitura gastava cerca de R$ 500 mil, com a locação de ônibus, combustível e o pagamento de condutores. Dados da Secretaria de Infraestrutura, Transporte e Saneamento (Sintra), apontam que o valor que era recebido com as passagens, em média R$ 85 mil, não supria nem mesmo as despesas com pessoal.

Atualmente, dez linhas são disponibilizadas com ônibus rodando de segunda à sexta-feira, das 5h às 20h30, e aos sábados, das 5h às 18h30, com o ponto de integração na Área Verde Central. Os veículos passam de hora em hora nos pontos.

O itinerário e os horários das linhas estão disponíveis no site da Prefeitura e, em caso de dúvidas, é possível acionar o 66 99725-1531, sempre por mensagem via WhatsApp, tanto por áudio ou texto.

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