Cultura
Depois de 16 anos, Bloco Frenesi volta às ruas no Carnaval de Salvador
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O Carnaval de 2026 marca o retorno de um dos blocos mais tradicionais de Salvador, o Frenesi, afastado da Avenida há 16 anos. O bloco sai com o tema “Eu Te Conheço de outros Carnavais” e quem comanda a folia é o cantor e compositor Tatau.

Segundo o artista, o desfile é um convite para o público reviver emoções guardadas na memória afetiva.
“Estou muito feliz com o convite feito pela diretoria do Frenesi. Eu tenho muitas boas lembranças do Frenesi e lembranças marcantes. A passagem de Ademar pelo bloco, aquelas coisas que só Ademar fazia, né? Ave Maria, Bolero de Ravel, né? Aquele cara que ousava no Carnaval. E, assim, esse tempo que o Frenesi ficou fora do Carnaval, foi uma lacuna muito grande, pelo que ele sempre representou. Sempre foi um bloco muito ativo, muito criativo, sempre um bloco de muita repercussão. E esse afastamento deixou um buraco muito grande. E agora a gente está retomando isso, muito feliz. A tarefa não é fácil, mas tenho visto bons sinais. Tudo que tem acontecido na minha carreira”.
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Com 40 anos de carreira, tendo passado por blocos como Puxada Axé, Muzenza e Araketu, Tatau considera estar vivendo uma fase especial da vida artística, principalmente por esta participação no Frenesi.
“Talvez eu esteja vivendo, da minha saída do Araketu para carreira solo, talvez seja o meu maior momento. Que é a afirmação do meu ensaio, né? Algo que eu queria muito. Prometi para mim mesmo que nunca mais deixaria de realizar os meus eventos. Eu acho que eu devo isso à minha terra e devo isso aos meus fãs e a gente tá fazendo os ensaios na Casa Rosa, tá muito legal. E a gente percebe a energia dentro do local. É uma energia que eu que eu tava precisando, sabe? É uma resposta muito positiva. Então, eu acho que vai ser muito bacana até pelo repertório que a gente tem montado, muita coisa nova, muita coisa da minha história e muita coisa do Frenesi também”.
Para o cantor, o desfile no tradicional circuito Osmar, no Campo Grande, é importante também para reviver grandes momentos do Carnaval de Salvador.
“Todo ano a gente houve conversas, polêmica, não vai ter, vai ter, vai mudar de circuito… que mude, que coloque até 20 circuitos. Mas tem coisas que não pode ser mexida, né? O Campo Grande para mim, ele é um marco do Carnaval. A gente fala da dos grandes nomes do Carnaval, das grandes estrelas do Carnaval, mas o Campo Grande para mim é uma grande estrela do Carnaval. Se não for a maior estrela do Carnaval. Foi o primeiro palco de oportunidade, primeiro palco de rua de oportunidade e eu sou apaixonado pelo Campo Grande, amo o Campo Grande, porque eu tenho muito boas histórias, sempre foi para mim um lugar muito especial”.
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Documentário mostra vida atual de impactados pela extração de sal-gema
Você se lembra do afundamento do solo provocado pela extração de sal-gema em Maceió? O caso ainda está vivo na memória de muita gente, principalmente das cerca de 60 mil pessoas que tiveram que deixar suas casas em bairros que eram o coração cultural e histórico da cidade.

Esta semana, o Ministério Público Federal disponibilizou o documentário Além do Afundamento – A Memória Persiste, que mostra a mobilização de moradores e especialistas para garantir os direitos dos moradores impactados.
O filme retrata, por exemplo, a situação do grupo cultural Coco de Roda Reviver, que ensaiava na Praça Lucena Maranhão, no bairro Bebedouro, o segundo mais antigo de Maceió. Hoje, os integrantes foram realocados. A praça está vazia e a música deu lugar a um silêncio doloroso. A maioria se mudou para bairros distantes e até para cidades vizinhas.
O documentário destaca o depoimento de José Roberto Júnior, o Betinho, coordenador do grupo.
“A gente sente muita saudade. A gente hoje se sente solitário. Solitário porque quando a gente estava ensaiando na praça, era o Fafá Júnior, era a comunidade toda, as famílias, as crianças tudo brincando na Praça Lucena Maranhão. Então a gente era movido na cultura, todos os jovens eram envolvidos em todas as danças folclóricas do bairro.”
O grupo Coco de Roda Reviver conseguiu resistir. O mesmo não aconteceu com vários outros coletivos culturais, que foram obrigados a interromper suas atividades.
O documentário Além do Afundamento – A Memória Persiste, sobre a tragédia socioambiental em Maceió, tem 22 minutos e está disponível no canal do Ministério Público Federal no YouTube.
A produção também apresenta o plano de ações com mais de 40 medidas de compensação e a criação do Inventário Participativo do Patrimônio Imaterial, que mapeou saberes e expressões culturais em mais de 470 locais de memória coletiva.
Os moradores realizam neste sábado (7) uma caminhada pelas comunidades dos Flexais e Marques de Abrantes, áreas que perderam milhares de famílias por causa das ações da Braskem.
Segundo a empresa, todos os moradores, proprietários e comerciantes de 14,5 mil imóveis foram atendidos no Programa de Compensação Financeira. Até janeiro deste ano, foram feitas mais de 19 mil propostas, com índice de aceitação superior a 99%.
Assista ao documentário:
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