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Krenak apresenta vida e obra em exposição inédita na capital paulista

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Um dos nomes mais influentes do pensamento indígena e socioambiental brasileiro, Ailton Krenak, está com sua vida e obra em uma exposição inédita na capital paulista.

Em cartaz no Itaú Cultural, a mostra é batizada de Men am-ním, que significa “Ocupação” na língua do povo Krenak e celebra a trajetória do escritor, líder indígena e pensador mineiro Ailton Krenak, de 71 anos.

A exposição reúne um acervo de mais de 90 peças, com documentos, manuscritos, depoimentos e registros de uma vida voltada a repensar a relação entre sociedade, natureza e espiritualidade, como explica o próprio Ailton Krenak.

“Uma mostra do pensamento que me inspirou até agora a acreditar que os povos indígenas têm as suas profundas raízes aqui nesse nosso continente e que precisam ser respeitados na sua singularidade, na diversidade linguística, na perspectiva de mundo.”
A mostra segue desde o  nascimento de Ailton em 1953, em Itabirinha, Minas Gerais,  até a consagração dele como escritor, ativista, poeta e primeiro indígena a ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de Letras.

O ativismo de Ailton Krenak é um dos pilares da exposição, com vídeos históricos que narram a articulação dos povos indígenas e o icônico discurso na Assembleia Nacional Constituinte de 1987, quando ele protestou com o rosto pintado de jenipapo.

Com entrada gratuita, a exposição Men am-ním Ailton Krenak fica em cartaz no Itaú Cultural até 23 de novembro.

*Com colaboração de Guilherme Strozzi


Fonte: EBC Cultura

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Viva Maria celebra 81 anos do nascimento de Elis Regina

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Oi, oi, gente amiga desse nosso programa que, a exemplo do que sempre acontece a cada 17 de março, se une às vozes que prestam um tributo a Elis Regina, recriando sua intensidade artística e, ao mesmo tempo, celebrando o legado deixado por essa mulher que soube emprestar sua voz única a um repertório que a eternizou como a maior cantora da MPB! Felizmente, há quem siga seus passos, como Camila Lopez!

Por favor, se apressem em pegar o Trem Azul rumo a Porto Alegre, porque é lá que, logo mais à noite, a exemplo do que sempre acontece desde 2018, Camila Lopez e seus convidados estarão revisitando diferentes momentos da carreira artística de Elis. Destaque para a força dramática com que ela enxugou as lágrimas das palavras que fazem sangrar corações! O convite de Camila Lopez a todas as pessoas que são fãs de Elis propõe uma festa para comemorar os 81 anos da nossa estrela maior no Grezz, uma casa de jazz muito aconchegante! Sem dúvida, um lugar onde Elis seguramente adoraria cantar músicas como Atrás da Porta.

E, entre as canções que Elis transformou em verdade cantada, há uma que conversa diretamente com a alma do Viva Maria e com a história afetiva de tantas mulheres brasileiras: “Maria, Maria”, de Milton Nascimento e Fernando Brant.

Aquela Maria era também Elis.

Mulher em um meio dominado por homens.

Artista numa indústria que queria moldar, controlar, domesticar.

Cidadã num país sob vigilância e censura.

Elis brigava por repertório.

Exigia arranjos melhores.

Defendia seus compositores.

E pagou preço por isso.

Mas nunca abriu mão da verdade.

Ao longo de sua carreira, ela transitou por gêneros como samba, bossa nova, jazz e MPB e foi intérprete de grandes clássicos como “Madalena”, “Águas de Março”, “Atrás da Porta” e “Romaria”, deixando uma discografia vasta e rica em sensibilidade e técnica.

Elis foi também protagonista de espetáculos inovadores no país, como Falso Brilhante, Transversal do Tempo e Saudade do Brasil, que ampliaram o conceito de show como acontecimento artístico.

No plano pessoal, teve três filhos:

  • João Marcelo Bôscoli, com Ronaldo Bôscoli;
  • Pedro Camargo Mariano; e
  • Maria Rita, com o pianista e arranjador César Camargo Mariano,  que também marcam presença no cenário musical brasileiro.

E, em meio a tantos especiais ao longo dos 44 janeiros que nos separam do dia em que ela partiu no Trem Azul da saudade eterna, encerramos este nosso Viva Maria de hoje relembrando Elis na voz do cantor e compositor João Bosco, que, em 18 de janeiro de 1985, no programa “Viva Maria – Especial Elis Regina, três anos de saudade”, falou da falta que todos nós sentimos até hoje de Elis, bem como do silêncio que ela deixou na história da nossa música.

Elis Regina. Presente!


Fonte: EBC Cultura

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